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Arquivo de novembro de 2008

Música Instrumental. Artistas Eletrônicos.

Como Isaac Asimov mais de 40 vezes proclamou, eu novamente falarei sobre robôs.

Há pouco tempo soubemos da estréia do Quarteto Toyota de robôs jazzistas e da banda de rock robótico The Trons. Além deste capiresco e descolado flautista, claro.

Ou seja, a galera da inteligência artificial está partindo para os caminhos da arte, derrubando alguns paradigmas da pretensão humana. E há quem diga que já estamos ficando pra trás.

Uma matéria da revista Wired mostrou os impressionantes progressos do projeto Robotic Musicianship Group, que criaram robôs tocadores de instrumentos (instrumentos reais, não estou falando de samples nem de música eletrônica) que teriam a capacidade de acompanhar músicos humanos, e executar "variações improvisadas", a partir do padrão que eles recebem dos outros músicos:


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Imagina quando esses colegas enlatados estiverem bons na coisa. Eles não se cansam, não se drogam, não desafinam e não se matam. Continue lendo...

É rindo que se lesiona o diafragma

"Conhecemos um homem pelo seu riso; se na primeira vez que o encontramos ele ri de maneira agradável, o íntimo é excelente".
- Fiodor Dostoievski

A literatura especializada sobre humor, riso, escárnio, chiste, e todo esse límitrofe campo do conhecimento humano é bastante vasta: há uma bela caralhada de teorias sobre o riso que se prestam a cagar regras sobre os procederes do nosso humilde lobo frontal que flamba. Nelas, o riso é dissecado, categorizado e analisado sob suas infinitas facetas.

Existem, dentro dessa patota, aqueles que se puseram a analisar o fenômeno por outro viés: o campo evolutivo, biológico e neurológico. Há, atualmente, alguns jornais de medicina dedicados exclusivamente a analisar os benefícios de se rir à saúde. Enfim, até aí, nada de novo.

O que surpreende é que tem um povo MALUCO por aí que decidiu levar o bordão do 'rir é o melhor remédio' a níveis improcedentes. Um deles é o Laughter Yoga, que propõe a mistura das técnicas de yoga com o riso.  Nosso estimado vovô Jonh Cleese tirou um tempo e foi pra Índia conferir como aquilo era possível.  Outra vertente comercial, mais americanizada, chama-se LaughAway e é uma espécie de exercício cuja premissa é 'rir prara longe' seus problemas cotidianos. Simplesmente impagável.

Esse movimento criou, ao redor do mundo, os chamados Laughter Clubs, os clubes do riso - uma espécie de clube de comédia, mas sem a parte da comédia. Lá, a proposta é que o riso não tenha motivo algum, e simplesmente ocorra de forma livre e desregrada. As reuniões desse clubes oscilam entre o fofo e o esquizofrênico, e já há até linhas de telefone onde você pode ligar só pra rir.

Bom, é fato: rir diminui a produção de cortisona, aumenta a de endorfinas, dilata os vasos sanguínios, estimula o sistema imunológico e aumenta o tamanho do pênis. Eu, por medo do rumo incerto desse mundo caótico, prefiro meios mais ortodoxos que me façam dar risadas.


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Vamos malhar esses órgãos, rapaziada!



E o Laughing Yoga:



E, pra terminar, o stomp da Hiena, de Jelly Roll Morton. Uma música feita sobre risos!


24/11 , , .


Grandes Blogsta

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