Só pode ser palhaçada.
O arquétipo do palhaço está presente na humanidade desde as primeiras sociedades. Ele representa, em essência, algumas das mais profundas necessidades humanas: violação de tabus; ironia e satirização de autoridades e símbolos sacrados ou profanos; linguagem e ações inversas ao esperado; exagero da realidade e exposição da obscenidade.
Mas o mais incrível é que o medo irracional que algumas pessoas têm deles é tão antigo quanto sua origem e, algumas vezes, chega a ser mitológico. Dizem algumas fontes que a sociedade indígena norte-americana Ute acredita em uma entidade que seria um "monstro-palhaço canibal", por exemplo.
Só que é claro que nessa nossa neurótica sociedade contemporânea esse medo tomou ridículas proporções, e ganhou inclusive um nome pomposo: medo irracional de palhaços = Coulrofobia.
Esta mulher, por exemplo, tem um verdadeiro colapso nervoso só por olhar uma foto na revista. Quando chega o palhaço então, parece uma doninha presa na caverna do urso. E para uma abordagem mais erótico-informal do assunto, veja aqui a aula da pitiática Marina sobre isso.
Mas Coringas à parte, alguns autores foram bem sucedidos em reproduzir esse medo irracional mesmo na mente de pessoas não-coulrofóbicas. A maioria deles passava no lendário e saudoso Cine Trash. Lembram? Esta aqui é parte do filme It, baseado no livro do Stephen King:
Por Daniel
E alguns, sem querer, foram ainda mais bem-sucedidos. Este bizarríssimo palhaço foi o primeiro Ronald McDonald, coagindo as crianças a comerem hamburgueres "já que elas gostavam de ver televisão". Esse sim dá medo.
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