Imagina se pega na vista?
Deus. Para alguns este, ou suas variações mais plurais, é o grande responsável/irresponsável por nossa sorte e/ou azar em tudo/quase tudo que nos acontece na vida e/ou na morte.
No entanto a amostra de “alguns” não é precisa e unânime, e assim é simplesmente natural que tenham, por outro lado como o oposto a “alguns”, os “outros”.
Porém, fugindo covardemente de uma aprofundada discussão de cunho religioso e filosófico, vamos ficar com nosso foco mais superficial e genérico em uma análise um pouco mais ampla, buscando um consenso maior entre fieis e os ateus ou céticos. Para isso tomaremos como premissa que, seja o motivo um deus ou o total acaso, as coisas inevitavelmente acontecem. Ou desacontecem.
Tirando os “desfavorecidos” dos miolos que acreditam que exatamente tudo acontecerá com eles ou contra eles, nós, os normais, temos a tendência de achar o contrário.
E por isso desde pequeno odiamos os papos fatalistas de nossas mães, ou quaisquer outras autoridades, que gostam de relembrar que o que fazemos pode ter conseqüências irremediáveis, onde uma simples caminhada na rua sem a vestimenta apropriada pode virar uma pneumonia, ou mesmo uma gonorréia.
Está claro que displicência é um dos ingredientes de nossa natureza.
No entanto, esquecer de usar a toquinha é uma coisa. Agora a dona NASA e os demais caçadores de E.T.s não perceberem um asteróide que passou ralando na terra, e que poderia destruir 2 mil kilômetros quadrados onde caísse, isso é bem diferente.
Sem drama algum, mas e caísse na minha casa, por exemplo, eu já vou avisando que não iria devolver.