Empreiteira superfatura obras de Sarney
"Eu tive que comer muita bituca para chegar onde estou. Não cederei à calúnias e difamações baratas". Assim defendeu-se Jorge Luís Braga, dono da empreiteira semântica JLB & Filhos. Segundo dados oficiais, a empreiteira de Jorge foi responsável pela construção das últimas 10 obras literárias de José Sarney, atual presidente do senado brasileiro e highlander titular pela Academia Brasileiras de Letras.
Contudo, na recente CPI do Livro, a análise semiótica das obras revelou que a empreiteira pode ter superfaturado em mais de 5 milhões de palavras as últimas obras de Sarney. O deputado Hugo Barreto (PPP), presidente da comissão de inquérito, explica o caso. "É patente a improbidade destas obras. O rascunho inicial de 'Marimbondos de Fogo' (Artenova, 1978), por exemplo, continha apenas duas cantigas infantis e um desenho pitoresco da família Sarney. Na versão final, o livro era uma ode completa com mais de 85 páginas de baboseira metafórica porcamente redigida", argumenta.

Contudo, o que mais alarmou o deputado foram as últimas obras do Imortal, publicadas entre 2008 e 2009. Livros como "Casais inteligentes enriquecem juntos", "A ditadura da beleza e a revolução das mulheres", "Nepotismo for dummies" e o best-seller gastronômico-turístico "2000 receitas de pizza colhidas em minhas viagens pelo mundo" colocaram o presidente do senado dentro da alta-costura literária brasileira.
"Por exemplo, o que mais me intriga em '2000 receitas de pizza' é a variedade de lugares que Sarney supostamente visitou. Ele descreve receitas de 168 países com uma profundidade incompreensível. Só que, para ter visitado todos estes lugares, ele precisaria ter feito no mínimo 85 anos de viagem. Como isso é possível?", contesta o deputado.
O empresário e comedor de bitucas Jorge Luís Braga nega qualquer irregularidade. "Minha empresa fornece apenas assessoria literária, não escrevemos nada por nossos clientes. E é claro que Sarney tem 85 anos de viagem. Ele é imortal, porra."
Nas ruas, o setor engajado da elite cultural brasileira fez duras manifestações em frente a Academia Brasileira de Letras, pedindo sua renúncia da lista de imortais. Quase 10 pessoas foram vistas portando faixas de "Fora Sarney", antes de serem duramente reprimidas por pastores alemães admiradores de Sarney.
Por Plínio Matos.
Contudo, na recente CPI do Livro, a análise semiótica das obras revelou que a empreiteira pode ter superfaturado em mais de 5 milhões de palavras as últimas obras de Sarney. O deputado Hugo Barreto (PPP), presidente da comissão de inquérito, explica o caso. "É patente a improbidade destas obras. O rascunho inicial de 'Marimbondos de Fogo' (Artenova, 1978), por exemplo, continha apenas duas cantigas infantis e um desenho pitoresco da família Sarney. Na versão final, o livro era uma ode completa com mais de 85 páginas de baboseira metafórica porcamente redigida", argumenta.

Contudo, o que mais alarmou o deputado foram as últimas obras do Imortal, publicadas entre 2008 e 2009. Livros como "Casais inteligentes enriquecem juntos", "A ditadura da beleza e a revolução das mulheres", "Nepotismo for dummies" e o best-seller gastronômico-turístico "2000 receitas de pizza colhidas em minhas viagens pelo mundo" colocaram o presidente do senado dentro da alta-costura literária brasileira.
"Por exemplo, o que mais me intriga em '2000 receitas de pizza' é a variedade de lugares que Sarney supostamente visitou. Ele descreve receitas de 168 países com uma profundidade incompreensível. Só que, para ter visitado todos estes lugares, ele precisaria ter feito no mínimo 85 anos de viagem. Como isso é possível?", contesta o deputado.
O empresário e comedor de bitucas Jorge Luís Braga nega qualquer irregularidade. "Minha empresa fornece apenas assessoria literária, não escrevemos nada por nossos clientes. E é claro que Sarney tem 85 anos de viagem. Ele é imortal, porra."
Nas ruas, o setor engajado da elite cultural brasileira fez duras manifestações em frente a Academia Brasileira de Letras, pedindo sua renúncia da lista de imortais. Quase 10 pessoas foram vistas portando faixas de "Fora Sarney", antes de serem duramente reprimidas por pastores alemães admiradores de Sarney.